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domingo, 15 de setembro de 2013

POR QUE ORAMOS SE DEUS JÁ SABE O QUE PRECISAMOS?

E orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes”. Mateus 6.7-8.

Desde cedo, quando ainda criança, aprendemos a orar. Nossos pais e avós nos criaram ensinando-nos a orar como uma prática agradável a Deus, num sentimento de gratidão e devoção. Creio e, torço, para que esta prática ainda faça parte das tarefas familiares nos lares desta geração.

Meus pais têm quatro filhos e, muitas vezes, eles já sabiam o que precisávamos, mesmo antes de pedirmos algo, isto é normal em qualquer família. Porém o que nós, sendo pai terreno, sabemos somente às vezes, nosso Pai Celestial o sabe sempre, é o que afirma o texto bíblico citado acima. Inevitavelmente, isto nos leva a este questionamento: por que oramos se Deus já sabe o que precisamos?

Primeiramente, precisamos entender que o pedido, não pode ser visto como o elemento mais importante da oração, apesar de que infelizmente é o que mais acontece. A oração modelo, deixada por Jesus, justamente nos ensina isto. O pedido começa somente após o reconhecimento de quem é Deus, exaltação ao Senhor de nossa vida e afirmação de sua soberania. A súplica não é a essência da oração. A oração é um meio de obtermos um relacionamento mais profundo com Deus.

Deus além de determinar os fins, determina também os meios. Portanto perguntar “Por que orar se Deus já sabe o que precisamos” é como perguntar por que acordamos toda manhã e saímos para trabalhar?  É algo necessário, pois se abdicarmos disto algo irá nos faltar.


Enfim, embora Deus, nosso Pai celestial saiba, antes mesmo de pedirmos, o que precisamos, nossas súplicas são um reconhecimento de nossa dependência – ler artigo anterior - de Deus. Isto em si, já é motivo suficiente para orarmos incansavelmente. A Bíblia nos orienta a perseverarmos na oração (Atos 6.4) e nunca deixarmos de orar (1 Tessalonicenses 5:17). 


Artigo 04/2013 para o Jornal O Semanário, 13-15 Set 2013.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA: HANEGRAAFF, Hank, O Livro de respostas bíblicas. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

INDEPENDÊNCIA OU DEPENDÊNCIA?

O ser humano foi criado para ser dependente. Mas dependente de que? De quem? Esta é uma importante pergunta que deve ser respondida. Nesta semana estamos comemorando a proclamação da independência do Brasil. Nosso país, após descoberto, passou a ser dependente da nação o qual o descobriu, até que 322 anos depois, Dom Pedro de Alcântara proclamou a tão aguardada independência, com o grito do Ipiranga: “Independência ou morte”.
Nós nascemos dependentes dos nossos pais, sem eles, não poderíamos ter nos alimentados, não poderíamos ser limpos, nos banhar, nos vestir, etc. Um recém-nascido que é abandonado não sobrevive. Na adolescência e juventude também continuamos dependentes, o tempo passa e podemos tornar-nos independentes financeiramente, porém, nunca emocionalmente e nem socialmente. Tanto que na velhice avançada, voltamos a um estado de dependência quase original.
Um homem que não se socializa passa por inúmeros problemas, alguém que corta relações emocionais com seus pais também, isso porque somos dependentes, tanto de carinho e afeto de nossos pais, quanto de interagirmos e relacionarmos com nossos pares.
A Bíblia Sagrada nos ensina muito, não pouco, e nela encontramos a história do povo de Israel que era escravo no Egito. Naquele lugar, 430 anos sendo escravizado, o povo além de trabalhar de graça, em situação humilhante e vexatória, vestiam-se e alimentavam das sobras e ainda achavam isto muito bom (Nm 11.5). Quando Deus usou Moisés para libertar seu povo e levá-los para a “terra prometida”, queria apenas trocá-los de dependência, agora, não mais seriam dependentes das ordens de outra nação, mas totalmente dependentes do próprio Deus.
                Na caminhada em questão, de escravos a libertos, deveriam aprender a depender de Deus, em meio ao deserto, não dormiam com fome, pois recebiam o maná diariamente (Êx 16.31-35) e comiam carnes trazidas pelo vento (Êx.16.13; Nm 11.31). Suas vestes não se consumiam, podemos verificar neste episódio a dependência total de Deus. O povo teve uma tremenda dificuldade em esquecer o pensamento de escravo, mesmo diante destes milagres acontecerem de uma forma extraordinária. Na busca pela independência, rejeitaram a vontade de Deus.
                Deus quer que o homem seja dependente dEle. Deus quer agora trocar a dependência do homem que, querendo ser independente, acaba dependente de práticas condenáveis por Deus, entre estas, vícios e vaidades, enfim, uma dependência perigosa. Cristo veio para arrebatar-nos desta dependência “maluca” e fazer-nos totalmente dependentes dEle.
Dependentes de Deus significa entregar a nossa vida a Ele, como Senhor de nossa vida. Não há nada melhor que isso, pois a Palavra de Deus nos convoca a Buscar ao Senhor enquanto se pode achar, invoca-lo enquanto está perto, Capítulo 55 do Livro de Isaías afirma: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Podemos então nos tranquilizar e caminhar contentes, com o coração aquietado na dependência do Senhor e pela fé, confiar em Deus e nos sujeitar a sua soberana vontade.


Artigo 3/2013 Semanário, 6-8 Set 2013.


Eliel Toledo, Pastor, Presidente em exercício da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Tupanciretã.

Sede: Rua Paulino Aquino 499, centro. Cultos Quinta 19h30, Domingo 18h30, todos são bem-vindos. Expediente segunda a Sexta 9h às 12h. Fone 3272-3293. Envie seu comentário sobre este artigo ou entre em contato conosco através do e-mail adtupancireta@hotmail.com

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

PAZ EM MEIO A TEMPESTADE

Disse Jesus: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”(João 14.27).

No artigo da semana passada escrevi que dado a sua importância no mundo espiritual, não era por acaso que este Livro Sagrado tem resistido aos diversos ataques vindos dos mais diversos quadrantes, ao longo da história.
Temos assistido aos acontecimentos terríveis no Egito, uma verdadeira guerra civil, e chegou-nos a informação de que entre tantas mortes e destruições, um incêndio criminoso destruiu duas livrarias da Sociedade Bíblica do Egito. Os ataques ocorreram em 14 de agosto, dia que ocorreram os mais violentos protestos no país, até então. Esta organização, cuja missão é levar a palavra de Deus aquele país, está em operação há 129 anos e é a primeira vez que sofre ataque desta natureza.
A violenta crise institucional que abala o Egito desde 3 de junho, quando o presidente M. Morsi foi retirado do governo em um golpe militar, acontece sob os olhares atentos de todo o mundo, tamanha a preocupação com o desfecho destes episódios. No Oriente Médio continuam as guerras e as tentativas de conciliação.
Diante de tal informação, o que a Bíblia fala sobre a paz? Disse Jesus: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
(
João 14.27). Na verdade, em todo o transcorrer da história, o discurso de um mundo de paz é propagado pelos grandes líderes mundiais, porém, a paz nunca se concretizou, muito pelo contrário, a paz parece uma utopia mundial. Então, onde encontrar a Paz?
A Bíblia Sagrada, Palavra de Deus, registra Jesus Cristo nos deixando a paz, e sabem onde ela está? Não está na ONU, no dinheiro, no mundo, pois estas nunca foram capazes de enxugar as lágrimas do ser humano. Mas a Paz verdadeira está em Jesus.  Só Ele pode, pois a Ele foi dado todo o poder, no céu e na Terra. (Mt 28.18 ), só Ele tem o poder de curar as feridas da alma e do coração.
Desde a época de Cristo na terra, a humanidade tinha dificuldade em entender que o Reino de Deus não veio com aparência exterior, mas está entre nós. Jesus veio trazer paz em meio à tempestade, como diz uma velha canção “Que esperança pode ter o obscuro dia de amanhã? Mais tormentas eu sei, virão perturbando minha embarcação; e saiba o inimigo meu, nada eu vou temer, pois de tudo o que Deus me faz, o mais sublime é conceder, Paz em meio ao temporal”. 
Perguntado sobre que sinais antecederiam a sua segunda vinda¹ e o fim do mundo, Jesus afirmou que um dos sinais seria ouvirmos falar em guerras e rumores de guerra, ora meus amigos, o século XX testemunhou as duas maiores guerras da história, foi a década mais sangrenta da história, cerca de 70 milhões de pessoas morreram nestes episódios. Os sinais estão claros; e como se portar diante deste quadro? Se os sinais não apontam para a paz mundial (ao menos por enquanto)? Que tal experimentar a paz em meio à tempestade?


¹ A primeira vinda aconteceu quando o Filho de Deus, enviado por Deus Pai, humanizou-se, ao ser gerado por Deus Pai, no ventre de uma virgem, chamada Maria, a fim de cumprir a vontade divina.  

Artigo 02/2013 para o Jornal O Semanário, 30-31 Ago /1 Set 2013.

Eliel Toledo, Pastor, presidente em exercício da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Tupanciretã.
Sede: Rua Paulino Aquino 499, centro. Cultos Quinta 19h30, Domingo 18h30, todos são bem-vindos. Expediente segunda a Sexta 9h às 12h. Fone 3272-3293. Envie seu comentário sobre este artigo ou entre em contato conosco através do e-mail adtupancireta@hotmail.com

LEIA A BÍBLIA




Ao cumprimentar o amigo leitor, gostaria de expressar minha alegria em estar retornando a escrever nesta coluna semanal, através deste jornal que se trata de um canal de comunicação com a comunidade desta cidade tão acolhedora e simpática. 
            Existe algo em comum em relação à Bíblia entre alguns cristãos e não cristãos que me chama a atenção. Fico impressionado quando afirmam coisas sobre a Bíblia sem nunca terem lido suas páginas. Uma destas “pérolas” ocorreu no ano de 1999, muitos disseram que estava escrito “na Bíblia” que o mundo iria acabar no ano de 2000. A expectativa era grande, muitos aproveitaram esta onda para alavancar seus interesses, porém, nem o mundo acabou, nem está escrito na Bíblia.
            Alguns têm a Bíblia apenas como livro de consulta, de vez em quando, abrem-na e leem um pequeno trecho buscando uma resposta, ou tentando uma direção. Mesmo entendendo ser melhor isto que buscar outras formas, o melhor mesmo é lê-la de forma integral. Você poderia tirar uma conclusão de um livro que não leu? Ou leu apenas algumas páginas? Ou, e é o que mais acontece, sabe algo a respeito por intermédio de outros que a leram? Cremos que não é a forma mais justa de emitir opinião favorável ou contrária. Leia a Bíblia antes de dizer que é a favor ou contra, leia a Bíblia antes de emitir opiniões ou apenas se basear em opiniões de terceiros. Ler a Bíblia é a forma mais sadia e correta de entendê-la.
            Alguns dados impressionam, quando falamos da Bíblia Sagrada, o Livro dos Livros é, a muito tempo, o livro mais vendido no mundo. A Bíblia Sagrada completou 2.544 publicações em idiomas diferentes no final de 2012, segundo dados do Relatório Mundial de Traduções de Escrituras.  O conhecido presidente americano que aboliu a escravatura naquele país, Abraham Lincoln, certa vez afirmou: “Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem, da parte do Salvador do mundo, nos é transmitido mediante este livro”. A Bíblia tem influenciado vidas, povos, nações em todo o mundo e em todas as épocas. Voltaire, pensador francês do Iluminismo e um dos maiores inimigos da Bíblia, previu seu rápido desaparecimento, escreveu ele que num espaço de cem anos (com o desenvolvimento das ciências) não haveria nenhuma Bíblia na terra senão nas prateleiras, vitrinas e amostras de museus, para ser investigada (procurada) por algum curioso em antiguidades, passando à história. Isto é claro que não aconteceu, pelo contrário, as traduções para línguas e dialetos continuam sendo realizadas, a venda de Bíblias continua sendo recorde e a Escritura Sagrada continua influenciando vidas. Um fato interessante é que 150 anos depois da morte de Voltaire a casa onde ele morou, em Paris, foi transformada em um depósito de Bíblias.
            Amigo leitor; têm você permitido que a Bíblia Sagrada influencie sua vida também? Ou estás a abdicar desta benção que Deus proporcionou para nós? Todos os livros que compõe a Bíblia Sagrada têm o mesmo objetivo: Apresentar Jesus Cristo, único e suficiente Salvador da humanidade.  Não é por acaso que este Livro Sagrado tem resistido aos diversos ataques vindos dos mais diversos quadrantes, ao longo da história. As razões manifestadas contra este livro foram ultrapassadas ou caíram no ridículo dentro de pouco tempo. Teorias continuam sendo teorias, pois os inimigos da Bíblia não tem como provar suas teses contrárias.
            Certamente que a Bíblia é a Palavra de Deus, onde o Soberano mandou registrar todas as coisas importantes acerca da vida física e espiritual. Não deixe de lado esta benção, leia a Bíblia.


Artigo 01/2013 para o Jornal O Semanário, 23-25 Ago 2013.

Eliel Toledo, Pastor, presidente em exercício da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Tupanciretã.

Sede: Rua Paulino Aquino 499, centro. Cultos Quinta 19h30, Domingo 18h30, todos são bem-vindos. Expediente segunda a Sexta 9h às 12h. Fone 3272-3293. Envie seu comentário sobre este artigo ou entre em contato conosco através do e-mail adtupancireta@hotmail.com

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O que é vaidade na bíblia?

Por Jesiel Padilha














Temos ouvido não poucas vezes alguém se referir à vaidade como algo que Deus abomina. Mas o assunto que abordaremos não se trata de saber se Deus condena ou não a vaidade, e sim, o seu significado. Realmente Deus a condena, mas será que esta palavra tem sido analisada à luz da Bíblia? Ou tem sido interpretada superficialmente? Quando se fala em vaidade logo se pensa em cabelo, roupas, jóias. Mas quando examinamos o verdadeiro sentido, nos conscientizamos de que a Bíblia não se refere ao fato de alguém se embelezar. A vaidade que Deus abomina é um assunto muito mais abrangente do que certas pessoas querem acreditar. Esta palavra passou por um complexo processo de desenvolvimento, incluindo no seu significado as fases de algo vazio, daí para as porções de inutilidade, ludíbrio e iniquidade.


No Antigo Testamento, a palavra vaidade aparece mais de cem vezes e foi traduzida de três termos hebraicos, a saber: nadab que significa oco, vazio; hebel que quer dizer inútil e shaw que tem sentido de ludíbrio ou falsidade. Das cem vezes que aparece a palavra vaidade, jamais, em toda a Bíblia, significa se embelezar ou andar bem arrumado, com adornos.

Como vimos ser vaidoso na Bíblia significa ser falso, idólatra ou inútil e nunca ser cuidadoso com a beleza. Todos os versículos tanto do Novo quanto do Velho Testamento, que ser referem a vaidade estão relacionados à idolatria, falsidade e coisas vãs. Seguir a vaidade é ser guiado pela '"bíblia das vaidades". A falsa religiosidade tem o mesmo sentido da vaidade segundo a Bíblia, pois aparenta ser santo por fora quando na verdade não o é por dentro. De acordo com as Escrituras, vaidade são coisas fúteis, enganosas e inúteis como: idolatria, auto-suficiência, orgulho, arrogância e tudo aquilo que tem brilho falso. Quando Israel pediu um rei, Deus disse a Samuel que o seu povo havia seguido a vaidade, isto é a idolatria.

O legalismo religioso tem sido combatido pela Bíblia como sendo vaidade, principalmente, no Novo Testamento, onde Jesus condena o farisaísmo, seita judaica que cumpria o protocolo religioso em detrimento da piedade. Ainda hoje, encontramos pessoas preocupadas com o esterótipo e esquecendo do perdão e do amor. Ensinando uma coisa e vivendo outra. Este comportamento se constitui um ato de hipocrisia, portanto, vaidade. Menosprezar as pessoas, pensar que é mais santo ou mais importante do que alguém é vaidade reprovada pelo Senhor. 


Mal entendido

Algumas pessoas têm escolhido o texto de Isaías 3.17-26 para provar que Deus condena o uso de perfumes, adornos, roupas caras etc. Todavia, o texto descreve uma cidade representada por uma mulher que seria humilhada, e desta cidade seria tirado seus adornos, mas também suas roupas. Cuidado com essa interpretação.

No Novo Testamento, temos sete palavras gregas para a tradução de vaidade que são: kenós que significa vazio, aparecendo dezoito vezes; kenophonia, som inútil, termo que aparece duas vezes; mátaios, inútil, seis vezes; mataiotes, inutilidade, surge três vezes; maten, em vão, duas vezes; eikê, à toa, cinco vezes e doreán, sem preço. A vaidade, portanto, é um termo genérico para coisas vazias. A própria vida se torna vaidade quando não se tem Cristo. Ser vaidoso é não ter humildade e não reconhecer que sem o Criador nada podemos fazer. Quanto ao andar limpo, bem arrumado, cheiroso, com roupas adequadas desde que decentes, nada tem a ver com vaidade. Antes, é um cuidado com o corpo que é templo do Espírito Santo.

As mulheres têm sido alvo de perseguição nesse aspecto, enquanto os homens podem usar ternos caros e gravatas requintadas. Para o machista não é conceptível que a mulher esteja por cima, já que a beleza lhe proporciona este status, por se tratar de atração, algo que chama a atenção, portanto superior. Eu fico com a Bíblia (Eu também) e sua recomendações de que não devemos atar fardos pesados nos ombros dos crentes.

A Palavra é nosso manual de conduta, por isso precisamos nos portar como filhos de Deus no meio de uma geração perversa. Devemos evitar os excessos e trajarmos decentemente. A Escritura diz que tudo que é puro, honesto, justo, amável, de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fp 4.8).

Quanto as recomendações bíblicas para a postura da mulher ou do homem no que diz respeito ao traje, tenhamos cuidado, pois existe um abismo cultural muito grande entre a Bíblia e a nossa realidade. Paulo recomenda por algum motivo social da época, as mulheres não usem tranças, ouro, pérola ou vestidos caros. Cumprir esta recomendação seria um absurdo, pois teríamos de proibir o anel de casamento, bem com as tranças tão usadas pelas irmãs e teríamos ainda de investigar quanto custou a roupa das irmãs. É como querer obrigar os crentes a lavar os pés em dia de Ceia ou exigir o ósculo santo (beijo). Existem mandamentos bíblicos que são eternos e existem recomendações para a época, como por exemplo: sair para evangelizar de dois em dois, não carregar dinheiro no bolso, não cumprimentar as pessoas, não viajar com roupas ou sapatos na mala. Cuidado para não confundir recomendações temporais com mandamentos permanentes. O apóstolo Paulo recomenda aos crentes a modéstia, e ensina que o fato de alguém estar bonito ou feio não significa estar santificado, pois a beleza que Deus se agrada é a beleza de caráter (1Pe 3.3).

Fonte: Jornal Mensageiro da Paz/Junho de 1999/seção: Edificação/Autor: Pastor Jesiel Padilha. Titulo original: O que é vaidade; Negritos acrescentados pelo autor do blog.

Sobre o autor: Pastor Jesiel Padilha de Siqueira é Líder da Assembleia de Deus em Santos/SP,   Membro do Conselho de Educação e Cultura da CGADB, também é professor de Novo Testamento e Teologia Sistemática. 


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Eliel Toledo