segunda-feira, 16 de abril de 2012

88 anos do 1º culto pentecostal no Rio Grande do Sul

Há quem diga que um povo não é um povo se não guarda na memória os seus valores, a sua história e seus heróis.  

O ano era 1924, enquanto o mundo ainda se refazia da 1ª guerra mundial. Na europa um homem que ficaria conhecido mundialmente, chamado Adolf Hitler, era condenado por alta traição devido a tentativa de golpe em Munique. No Brasil, São Paulo vivia dias de angústia devido a insatisfação com o governo, a 2º revolta tenentista estava prestes a ser deflagada, o que levou a cidade de São Paulo a ser bombardeada por aviões do governo federal. Enquanto isso no Rio Grande do Sul, Luis Carlos Prestes liderava os levantes tenentistas que dariam origem à Coluna Prestes. Em meio a este cenário de insegurança e violência, neste mesmo estado aconteceu um marco importante, não contra sangue, nem contra governos terrenos, mas uma embate violento no mundo espiritual.

Exatamente á 88 anos atrás, no dia 15 de abril de 1924, na cidade de Porto Alegre, acontecia o 1º culto da Assembleia de Deus em terras gauchas. Culto este que foi dirigido pelo saudoso missionário sueco, Pastor Gustav Nordlund (foto1). O culto foi realizado numa casa situada a Rua Maryland, esquina com a Rua Eudoro Berlink, no Bairro Mont Serrat, em Porto Alegre. Conta-se que foi numa capela simples com 4 bancos apenas onde comportava apenas 20 pessoas.


Chovia muito, Pastor Gustav deu início ao culto com nenhum assistente, além da sua família. Porém no decorrer do culto um senhor, fugindo da forte chuva, entrou no salão e, impactado pela poderosa palavra de Deus, aceitou a Jesus como Senhor e Salvador. irmão João Correa da Rosa, com seus 70 anos de idade, tornou-se o primeiro convertido da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no estado do Rio Grande do Sul.

A igreja de Porto Alegre foi a igreja-mãe das Assembleias de Deus no Rio Grande do Sul. Para comprovar que a mão de Deus estava com esta igreja, 15 anos depois, 1939, os crentes estavam reunidos para mais um culto, realizaram a inauguração e dedicação de um grandioso Templo, à Rua General Neto, 384. De uma simples garagem alugada do os cultos, Deus os honrava pois o templo era, na época, o maior Templo (foto2) Evangélico do Brasil, quiçá da América do Sul, com capacidade para abrigar 3.000 pessoas. O impulso que a Obra de Deus recebeu foi espetacular.

Passou-se 88 anos e a chama pentecostal continua acesa na vida de muitos homens e mulheres neste estado brasileiro. A igreja cresceu e se multiplicou, com a pregação simples mas poderosa deste evangelho. Continuamos nesta guerra contra o mal, proclamando que Jesus Cristo salva, cura, batisa com o Espírito Santo e em breve voltará!

Maranata!!


¹Missionário Gustavo Nordlund                                    ²Templo da Assembleia de Deus em Porto Alegre/RS



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Minha princesinha

"Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá." Salmos 127:3 (NVI)

          Neste dia 27/03 comemorei os 4 meses de minha filhinha. Realmente Rebecca é a herança de Deus o qual Ele me confiou. uma alegria contagiante tomou conta de nosso lar, sim pois, éramos apenas um casal, agora somos uma família.
          Rebecca é uma linda menina que tem alegrado o nosso coração. Desde a gravidez de Heline, Rebecca foi resistente e graças a Deus ela nasceu. Lembro-me de Manoá, um homem que através de sua mulher, recebeu de Deus a notícia que teria um filho, e este, seria separado para o serviço de Deus. A ação seguinte deste homem está registrado no capítulo 13 de Juízes e deveria ser seguido por todo o pai que quer criar filhos saudáveis espiritualmente. O que fez Manoá?

Orou instantemente ao Senhor e pediu que o Senhor o "ensinasse" o que deveria fazer. Reconheceu portanto que por suas próprias forças e conhecimento não seriam o suficiente para ser um bom pai, mas necessitava da ajuda de Deus para cumprir esta missão tão especial.

"- Senhor Deus, dá-me sabedoria, a mim e minha esposa, para criar e educar Rebecca nos teus caminhos, que seja uma criança abençoada e obediente, temente a ti e que desvie seus olhos do mal. Amém!"

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

50ª E.B.O em Curitiba

A Paz do Senhor amigos e irmãos, semana que vem estarei em Curitiba, participando da Escola Bíblica de Obreiros (E.B.O.). Tenho certeza que serão dias de bençãos. Orem por nós.





segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

DEUS E A SECA


Ao cumprimentar os leitores do jornal "O Semanário", quero expressar minha satisfação em poder substituir o titular desta coluna quinzenal, que está em viajem para merecido descanso.

É de conhecimento geral que nossa região está sendo castigada com uma terrível seca, a falta de chuva fez com que nossa cidade virasse manchete como o município gaúcho que teve o maior número de perdas devido a forte estiagem. Temos visto com isto, um grande número de pessoas despertarem para a fé, buscando em Deus, através de orações, o favor de Deus para que mande uma abundante chuva.(1 Reis 18;41)

Duas coisas são reais: A primeira é que Deus é soberano e tem todo o domínio sobre o universo, inclusive sobre a natureza: “Tudo o que o SENHOR quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos. Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros.” Salmos 135:6 e 7. Quanto à natureza, no livro de Jó está escrito: Porque à neve diz: Cai sobre a terra; como também à garoa e à sua forte chuva. Ele sela as mãos de todo o homem, para que conheçam todos os homens a sua obra. E as feras entram nos seus esconderijos e ficam nas suas cavernas. Da recâmara do sul sai o tufão, e do norte o frio. Pelo sopro de Deus se dá a geada, e as largas águas se congelam. Também de umidade carrega as grossas nuvens, e esparge as nuvens com a sua luz. Então elas, segundo o seu prudente conselho, se espalham em redor, para que façam tudo quanto lhes ordena sobre a superfície do mundo na terra. Seja que por vara, ou para a sua terra, ou por misericórdia as faz vir.  Jó 37:6-13

Tendo Deus o total domínio nos céus e na terra, sabemos que existem permissões divinas e, uma delas é a segunda realidade que quero lhes dizer:  Amigo leitor, em sua soberania, Deus também permite mudanças de rumo, que muitos chamam de livramento, quando o Rei Salomão se preparava para inaugurar o templo, ele pediu que Deus ouvisse as orações do povo naquele lugar: Atende, pois, à oração do teu servo, e à sua súplica, ó SENHOR meu Deus; para ouvires o clamor, e a oração, que o teu servo faz perante ti. Que os teus olhos estejam dia e noite abertos sobre este lugar, de que disseste que ali porias o teu nome; para ouvires a oração que o teu servo orar neste lugar. 2 Crônicas 6:19-20.
Deus responde a oração de Salomão no capítulo seguinte: E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar. 2 Crônicas 7:14-15

Caro amigo leitor, Deus continua sendo o mesmo, ontem, hoje e é eternamente (Hebreus 13.8), portanto não sabemos ao certo os motivos das grandes secas, enchentes, deslizamentos, etc. Mas sabemos que em tudo podemos ter acesso ao Senhor do Universo, e podemos suplicar por livramento. Porém, podemos notar que quando acontecem às grandes catástrofes, é quando o povo volta-se correndo para Deus, é quando os homens lembram-se de serem solidários, “humanos”. Na semana após a tragédia de 11 de setembro nos Estados Unidos, igrejas e ministérios de toda a América montaram suas prayer stations  (estações de oração) em Nova York, Washington DC e outras metrópoles, visando atender os parentes das vítimas e os mais desesperados. As igrejas lotaram nos domingos subseqüentes. O país estava em pânico, e a fé foi despertada.

No momento do aperto, da angústia, do prejuízo, lembra-se de Deus. Quem sabe não é este o motivo pelo qual nunca antes fora registrada tanta tragédia climática? Pois no conforto, tornamo-nos ingratos e soberbos.

Deus abençoe a cada um de vós!

Eliel Toledo de Chaves (interino)
Contato: eliel.toledo@hotmail.com
Evangelista da Assembleia de Deus de Tupanciretã


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pr. Fred Berry da Missão da Rua Azuza

Maringá/PR, 21 de Novembro de 2011.

Estivemos ontem à noite participando do culto na Assembleia de Deus central de Maringá. Como estou nesta cidade para assuntos familiares, o Domingo - dia do Senhor - não é Domingo sem cultuar ao meu Deus na Igreja.

Fui privilegiado pois a igreja estava recebendo a visita do Pastor americano Fred Berry, da Azuza Stret, igreja de Chicago, pela qual nasceu o reavivamento pentecostal o qual deu origem à Assembleia de Deus. Pr. Fred veio ao Brasil em outras oportunidades e esteve pregando na festa do centenário em Belém/PR, entre outras cidades que fora convidado para Congressos e Seminários.

Foi um culto abençoado na presença de Deus.

Abaixo, transcreverei parte da entrevista do Pr. Fred concedeu para o Pr. Ezequias Lourenço (MS):      

O líder da Missão da Rua Azusa fala em uma conversa bem-humorada sobre sua vida e o ministério.



Um homem que tem muito a dizer. Simpático e bem humorado, o atual pastor da Missão Apostólica da Rua Azusa, Fred Berry em entrevista exclusiva ao site da Adna, revelou algumas de suas facetas que são pouco conhecidas pela maioria das pessoas. O pastor, marido e pai espiritual de muita gente contou revelou alguns de seus segredos na rápida passagem por Cuiabá nesse mês de outubro.

Muitas pessoas desconhecem a história do reavivamento espiritual ocorrido na Rua Azusa. Como você explicaria para essas pessoas a importância desse movimento para a igreja como um todo hoje?


Fred Berry: Eu explico essa história conectando aos poucos o que aconteceu naquela época e os resultados hoje. Foi por causa do reavivamento da Rua Azusa que Daniel Berg e Gunnar Vigren vieram para o Brasil e fundaram a Assembléia de Deus. Esse reavivamento tem ligação não só com os Estados Unidos, mas com outros países. Tenho visto isso em países como China, Quênia, Gana, Guatemala, Panamá, México, Canadá... Até o Alasca tem conexão com a Rua Azusa. Porque naquela época os missionários receberam uma ordenação do Espírito Santo para que fossem enviados para esses países. A Rua Azusa foi um epicentro para todo o mundo. Isso é história, nós somos frutos e herança dessa história.


O que é ser o verdadeiro crente pentecostal? É só falar em línguas e dançar na presença do Espírito Santo?


Fred Berry: O que muita gente chama de pentecostal é só a aparência, o que vêem quando vão à uma igreja pentecostal. Para ser um crente pentecostal é preciso voltar ao sentido original do Pentecoste. Primeiro, para ser pentecostal tem que ser crente. Depois, é necessário estar cheio do Espírito. Mas não é apenas ser crente e estar cheio do Espírito Santo, mas ser guiado pelo Espírito Santo. Fazer a palavra, cumprir a palavra. Em outras palavras, o crente pentecostal é inspirado e levado a fazer o que a Bíblia ensina, isso é ser um cristão verdadeiro. Não é só ouvir, mas fazer.


O senhor tem um modo dinâmico de pregar usando muitos exemplos e descontração. Como surgiu esse estilo não convencional de pregar?


Fred Berry: Eu estudei a vida de Jesus, que ensinou através de aplicações práticas e falou com hábitos e línguas em comum. Jesus Cristo não tinha o objetivo de usar palavras de efeito como os fariseus e os saduceus, mas mesmo assim ele foi bem efetivo e as pessoas entenderam a sua mensagem. Até os mais simples dos homens entenderam. Ele era muito prático e tinha o objetivo de fazer as pessoas usarem e compreenderem a sua mensagem. Meu objetivo é fazer as pessoas praticarem a palavra, pois essa é a única forma de enxergar a vitória.


Quem é o homem Fred Berry como filho, pai e esposo?


Fred Berry: Eu tenho um hábito: eu gosto de comida brasileira. Isso pode ser considerado um hábito ruim, minha esposa vive falado para eu comer mais verduras e legumes, mas eu gosto de um bom churrasco. Sou esposo de uma só mulher e não quero outra mulher. Isso é o suficiente para mim. Sou casado há 16 anos, não tenho filhos naturais, se tivesse não poderia fazer o que faço, pois estaria preso ao sistema de educação. O plano de Deus para mim e para a minha esposa é trazer filhos espirituais para Ele. Tenho filho no México, frança, Guatemala, Bélgica, Alemanha, Filipinas... Sempre nos comunicamos pelo Facebook, até quem não fala inglês usa o Google Tradutor. Em todos coloquei a mão e ungi, e eles foram treinados para o ministério. Uma das minhas filhas espirituais é uma das dez maiores neurocirurgiãs do mundo e na época em que a conheci ainda namorava com Wilma. O que eu e minha esposa queremos é passar o que temos para as próximas gerações. Gostaríamos que no futuro falassem de nós como hoje falam de Daniel Berg e Gunnar Vingren, isto é, se Jesus não voltar logo. Nossa marca é Fred e Wilma os Flintstones do Deus Vivo.


Você nasceu em uma família evangélica? Como foi seu encontro com Deus e o chamado para ser pastor?


Fred Berry: Sim. Nós éramos batistas, mas eu vi a minha mãe cheia do Espírito Santo. A questão de línguas e visitação de anjos era comum na minha família. Meu pai era crente, porém não tão espiritual, mas minha mãe orava todo o tempo. Quando eu era pequeno achava que minha mãe era doida, tinha vergonha de trazer amigos em casa, porque minha mãe ficava no banheiro falando em línguas. Minha mãe sempre me dizia que quando eu saísse para o mundo iria precisar de Jesus. Eu queria ser bem sucedido, fui à faculdade porque queria fazer dinheiro, foi quando me distanciei de Deus. Minha mãe me escrevia parte das escrituras e me mandava pelo correio. Um dia ela me falou que se eu estivesse passando por um problema era só me lembrar de Jesus. Minha vida tomou uma direção longe de Jesus, quando estava em Serra Leoa com muitos diamantes nas mãos, quando houve uma rebelião contra o governo, eu estava com medo, estavam matando estrangeiros, colocando na cadeia ou cortando as mãos. Lembrei do que a minha mãe falou e disse: "Oh Jesus, me ajude!". Eu fiz um trato com Deus, podia estar morto, tudo podia acontecer, mas Deus respondeu à minha oração e eu saí do país de forma invisível, com dinheiro e diamantes. Quando voltei para Los Angeles aconteceram duas coisas: o mercado russo de diamantes caiu e os diamantes não valiam mais nada e ao mesmo tempo o bairro que morávamos estava passando por uma revolta. Meu mentor, um homem de negócios cristão, me disse que Jesus podia me ajudar à alcançar sucesso. Em uma reunião na casa do meu mentor, eu ouvi a voz de Deus muito alta e clara, e Ele me disse três palavras: "Me obedeça aqui". Ou seja, me obedeça naquelas instruções que eu estava recebendo. Aquele homem de negócios se tornou meu mentor e pai do meu ministério. Eles tinham uma mulher que trabalhava para eles em uma estação de rádio, essa mulher era nada menos que a Wilma. Começamos a ficar amigos, namoramos, casamos e já são 16 anos juntos. Me casei em 1995, desse ano até 2006 foram anos de relacionamento e treinamento com Deus. Em 2006 recebi um chamado, e enfrentei muitas coisas altas espiritualmente falando, entre os próprios líderes da igreja. Entre 2003 e 2006 comecei a viajar pelo mundo para falar da Rua Azusa. Naquele momento Deus usou alguém para falar que iria colocar a Missão da Rua Azusa em minhas mãos, então em 2006 passei a ser o pastor da nova Missão da Rua Azusa. Deus me deu um chamado para reabrir a Missão e no centenário do reavivamento da Rua Azusa todos os líderes mundiais estiveram juntos, foram 1.500 pessoas colocando as mãos sobre mim, e eu ouvi uma grande profecia de que Deus iria me usar para tocar as nações, e isso está se cumprindo em todo o mundo.


Qual é a atual situação da Missão da Rua Azusa? Quantos são os membros e que trabalhos a Missão realiza hoje?


Fred Berry: Nós somos parte da sede que tem 25.000 membros, minha comunidade tem entre 100 e 500 membros. A Igreja está localizada em uma comunidade japonesa, onde há 5.000 pessoas sem teto, onde aproximadamente 10% dessas pessoas frequentam a igreja. Temos trabalhos em Gana, Bélgica e Ucrânia e temos também 30 missionários em vários países. Na igreja-mãe temos visto famosos como Magic Johnson, Steve Wonder, Natalie Cole e muitos outros.


O senhor nos contou que interage com seus filhos espirituais através da internet. Você acha que a internet mudou essa relação entre o pastor e o fiel?


Fred Berry: Não. Os meios só ajudam e facilitam. Você ainda precisa de laços com as pessoas, a internet só ajuda a manter esses laços. Qualquer um dos meus filhos espirituais podem me mandar um e-mail e a maioria não fala inglês, mas temos a mesma Bíblia, as mesmas palavras e o mesmo Deus que está na Bíblia.

A entrevista completa você pode ler no link abaixo:
http://adna.com.br/conteudo/noticias/id-1254/entrevista_exclusiva_com_o_pastor_fred_berry